01/07 Gruta do Maquiné e Casa de Guimarães Rosa
Gruta do Maquiné
A Gruta do Maquiné foi descoberta em 1825 pelo fazendeiro
Joaquim Maria Maquiné, na época proprietário das terras. Foi explorada
cientificamente em 1834 pelo naturalista dinamarquês Dr. Peter Wilhelm Lund
que, em seguida, mostrou ao mundo as belezas naturais de raro primor. Foi na
Lapa Nova de Maquiné que Peter Lund descobriu pela primeira vez ossadas fósseis
onde destacam-se o Similodon Populator (tigre-dente-de-sabre) e o Nortrotherium
Magnuinense (preguiça gigante). A exploração
pioneira da gruta deu-se, provavelmente, pela atuação de fazendeiros e
moradores da região, que penetravam nas grutas para a extração do salitre,
matéria prima necessária a o fabrico de pólvora.
A gruta é muito bonita, tem vários salões, sendo
que apenas no primeiro apresenta luz natural os outros são luz artificial
colocados para melhor visualização do ambiente. Podemos ver lagos travertinos
formados quando o índice de chuva era muito grande, mas de 25 a 30 anos o
índice de chuva diminuiu e fez seca-los. Dentro da caverna pode ser observado a
existência da presença humana através de pinturas rupestres, onde os
arqueólogos assemelham com uma figura feminina , onde ela está de braços
abertos, identificando o tronco dela, visualizando até seus órgãos sexuais, mas
também tem crianças que visualizaram uma girafa. As figuras visualizadas
dependem da imaginação de cada um que lá faz a visitação.
A
formação de uma gruta ocorre quando a precipitação de chuva, a água da chuva dissolve o dióxido de carbono
existente na atmosfera, e forma um ácido fraco (ácido carbônico). Este ácido
entra nas fendas das rochas calcárias dissolvendo os ácidos orgânicos aí
existentes, formando hidrogenocarbonato de cálcio. A lenta circulação das águas
pelas fendas leva à dissolução do calcário. Ao longo do tempo as fendas vão
alargando e às vezes formam largos e longos canais subterrâneos onde há
circulação da água (rios subterrâneos). As suas zonas alargadas correspondem às
grutas. Os principais espeleotemas são as estalactites (encontradas no teto),
estalagmites (encontradas no piso), colunas (quando as estalactites unem-se com
as estalagmites), cortinas, escorrimento, represas de travertinos etc. As estalactites são
formações rochosas sedimentares que se originam no teto de uma gruta ou
caverna, crescendo para baixo, em direção ao chão, pela deposição
(precipitação) de carbonato de cálcio arrastado pela água que se goteja no
teto. Apresentam muito frequentemente uma forma tubular ou cónica. As
estalagmites são formações que crescem a partir do chão e que vão em direção ao
teto, formadas pela deposição (precipitação) de carbonato de cálcio arrastado
pela água que goteja de uma superfície superior após milhões de anos as duas
formações irão se juntar formando uma coluna com função de ocupar espaço e não
de sustentação. Represas de
travertinos é uma formação rochosa
caraterística de cavernas calcáreas, se forma com o gotejamento provenientes de
águas pluviais, estas águas ao passar pela pedra calcárea dissolve parte dela e
quando pinga, leva consigo o carbonato de cálcio(calcáreo) que com o tempo vão
sendo depositado nos bordos da poça d'água e formam -se os espeleotemas, no
caso, a represa de travertino.
A
gruta é formada principalmente por rochas sedimentares como: calcita
(carbonato de cálcio, CaCO3).
Casa de Guimarães Rosa
Guimarães Rosa foi escritor brasileiro. O romance
"Grandes Sertões: Veredas" é sua obra prima. Fez parte do 3º Tempo do
Modernismo, caracterizado pelo rompimento com as técnicas tradicionais do
romance.
Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo, pequena cidade
do interior de Minas Gerais. Filho de comerciante da região, aí fez seus
estudos primários, seguindo em 1918, para Belo Horizonte, para casa de seus
avós, onde estudou no Colégio Arnaldo. Cursou Medicina na Universidade de Minas
Gerais, formando-se em 1930. Datam dessa fase seus primeiros contos, publicados
na revista O Cruzeiro.
Depois de formado foi exercer a profissão em Itaguara,
município de Itaúna, onde permaneceu por dois anos. Culto, sabia falar mais de
nove idiomas. Em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, voltou para Belo
Horizonte para servir como médico voluntário da Força Pública. Posteriormente
atuou como oficial médico no 9º Batalhão de Infantaria em Barbacena.
Em 1934, Guimarães Rosa vai para o Rio de janeiro e
presta concurso para o Itamarati. Obtém o segundo lugar. Em 1936, participou de
um concurso ao Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras, com uma
coletânea de contos chamada "Magma", conquistando o primeiro lugar,
mas não publicou a obra. Em 1937, começou a escrever "Sagarana",
volume de contos que retrata a paisagem mineira, a vida das fazendas, dos
vaqueiros e criadores de gado. Com a obra participa de um concurso, mas não é
classificado.
Entre os anos de 1938 e 1944, foi nomeado
cônsul-adjunto na cidade de Hamburgo, Alemanha. Quando o Brasil rompeu a
aliança com a Alemanha, durante a Segunda Guerra, Guimarães Rosa foi preso, em
1942 e no ano seguinte foi para Bogotá, como Secretário da Embaixada
Brasileira. Em 1945, vai rever os lugares onde passou a infância. Em 1946,
depois de refazer a obra, publica "Sagarana". O estilo era
absolutamente novo, a paisagem mineira ressurgia viva e colorida. Sucesso de
crítica e público. Seu livro de contos recebe o Prêmio da Sociedade Felipe
d'Oliveira, esgotando-se, no mesmo ano as duas edições.
De 1946 a 1951, Guimarães Rosa reside em Paris. Em
1952, em excursão ao Estado de Mato Grosso, conviveu com os vaqueiros do oeste
do Brasil, e escreve uma reportagem poética, "Com o Vaqueiro
Mariano", publicada no Correio da Manhã. Passados dez anos de sua estreia,
Guimarães publica, em 1956, "Corpo de Baile" e "Grandes Sertões:
Veredas".
Na novela "Corpo de Baile" obra em dois
volumes, com 822 páginas, publicada em janeiro de 1956, Guimarães continua a
mesma apresentação focada em "Sagarana", mas agora com arrojadas
experiências linguísticas. Em maio do mesmo ano, publica "Grandes Sertões:
Veredas", narrativa épica, em seiscentas páginas, onde apresenta o mundo
dos jagunços e dos coronéis. A obra causa impacto, pela temática e pela
linguagem caboclo-sertaneja.
Guimarães Rosa é promovido a embaixador, em 1958, mas
prefere não sair do Brasil, permanece no Rio de janeiro. Em 1963, é eleito para
a Academia Brasileira de Letras, somente tomou posse em 1967. Três dias depois
de tomar posse, tem um infarto.
João Guimarães Rosa morreu no Rio de Janeiro, no dia
19 de novembro de 1967.












































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